A CIVILIZAÇÃO MAIA

Hoje em dia fala-se muito dos Maias por causa de seus conhecimentos sobre Astronomia, Templos e Profecias. Mas o que se sabe efectivamente sobre essa civilização antiga?
Segundo evidências arqueológicas, os Maias começaram a edificar suas construções há 3000 anos. Construíram as famosas cidades de Tikal, Palenque, Copán, Calakmul, Uaxactún e muitos outros centros habitacionais na área. Jamais chegaram a desenvolver um império embora algumas cidades-estado independentes tenham formado ligas temporárias. Os monumentos mais notáveis são as pirâmides que construíram em seus centros religiosos junto aos palácios de seus governantes.
No coração das cidades existiam grandes praças rodeadas por edifícios governamentais e religiosos, como a acrópole real, grandes templos e pirâmides, e, ocasionalmente, campos de jogo de bola.
Haviam diferenças sociais (tal como hoje) e as pessoas menos nobres possuiam seus templos menores e santuários individuais. Entretanto, quanto menos sagrada e importante era a estrutura, maior era o grau de privacidade.
Um aspecto surpreendente das grandes estruturas maias é a carência de muitas das tecnologias avançadas que poderiam parecer necessárias às suas construções. Não há notícia do uso de ferramentas de metal, guindastes ou veículos com rodas. A arquitectura maia requeria de resto muita força humana (ou outra), embora contasse com a abundância dos materiais utilizados (as pedras), facilmente disponíveis nos locais onde se fixaram.

Pirâmides e templos
Com freqüência os templos religiosos mais importantes se encontravam em cima das pirâmides maias, supostamente por ser o lugar mais perto do céu. A falta de câmaras funerárias indica que o propósito de tais pirâmides não era servir como tumbas dos monarcas como acontecia no Egipto, mas tinha outros propósitos relacionadas com os estudos astronómicos (no mapa do céu) ou rituais religiosos.
Como eram ocasionalmente as únicas estruturas que excediam a altura da selva, as cristas dos templos sobre as pirâmides eram minuciosamente talhadas com representações dos governantes que se podiam ver de grandes distâncias.

Sacrifícios de animais e humanos
Os maias praticavam a sacrificação de animais e humanos, acreditando que desse modo estabeleciam relações com o mundo dos Deuses, tal como acontecia nos tempos bíblicos. Normalmente eram sacrificados animais nos rituais religiosos, mas nas ocasiões excepcionais (como adesão ao trono, falecimento do monarca, enterro de algum membro da família real ou períodos de seca) aconteciam sacrificíos humanos.
Acredita-se que crianças eram muitas vezes oferecidas como vítimas sacrificiais porque os maias acreditavam que por serem mais puras teriam maior importância para seus deuses.
A Decadência e queda dos Maias:
Nos séculos VIII e IX a cultura e civilização clássica maia entrou em decadência, tendo havido abandono da maioria das grandes cidades localizadas nas terras baixas centrais. As guerras, as doenças, as inundações e longas secas (castigos dos seus deuses?), ou a combinação destes factores, são freqüentemente sugeridos como os motivos do desaparecimento da civilização maia. Teoriza-se também as revoltas sociais em que classes campesinas acabaram se revoltando contra as elites urbanas, como sucedeu noutros povos ao longo dos séculos.
Em 1517, a flotilha espanhola liderada pelo conquistador Francisco Hernandez de Córdoba, que andava à cata de indios para os escravizar nas fazendas de Cuba, aportou ao norte de Yucatã (actual México) e foi rodeada por várias canoas maias, tendo sido esse o primeiro contacto com os “homens brancos” que tendo sido vistos como estranhos ou ilustres visitantes, foram depois surpreendidos por ataques traiçoeiros dos maias que mataram vários espanhóis e morreriam todos se não fosse o uso de mosquetes por parte destes que os pôs em fuga.
Foram aprisionados no entanto dois indios maias e a expedição se fez de novo ao mar, navegando para oeste e sul até chegar à actual Campeche cujas duas grandes torres visíveis ao longe do mar inspiraram o nome de Punta de las Mujeres dado ao local.
Ali os espanhóis horrorizaram-se quando viram o sacerdote local ter acabado de praticar um sacrifício (animal ou humano, não se sabe), e as paredes, assim como os cabelos do sacerdote, estavam ensopados de sangue. O mal-estar deve ter ficado explícito e o sacerdote, convocando um grande número de guerreiros, fez os espanhóis entenderem que não eram benvindos: acenderam uma pequena fogueira e deram a entender que se eles não se fossem embora até o fogo se extinguir, haveria muita violência.
Sem outra alternativa, os espanhóis fugiram em direcção aos navios, abandonando as vasilhas de água que tinham consigo para a viagem. Na fuga, os batéis emborcaram e os espanhóis seguiram meio a nado, meio agarrados aos escombros, até serem resgatados pelos companheiros. Da centena de homens do início da expedição, cinqüenta foram mortos e os que não tiveram suas gargantas cortadas (com espadas de madeira encravadas de sílex) foram capturados para servirem a futuros sacrifícios humanos.
Parece, afinal, que os Maias não eram aquela “Grande Civilização” a que hoje se faz referência quase sagrada pela sua organização e construções, além dos profundos conhecimentos de Astronomia e suas profecias num Calendário do tempo que termina em 21Dez/ 2012, ano em que se prevê uma grande actividade solar e suas consequências electromagnéticas sobre a Terra.
Por fim, as 7 Profecias Maias parece terem uma correlação com as dos " 7 Cavaleiros do Apocalipse" do livro de S.João, o último da Biblia. Os Maias também possuiam deresto suas escrituras, o Popol Vuh, que era o seu livro sagrado.

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