sábado, 6 de fevereiro de 2010

AS TREVAS


Os demónios e os espíritos das trevas existem e o assunto foi trazidos novamente á luz do dia pela promulgação do novo rito de exorcismo da Igreja Católica Apostólica Romana.

«De Exorcismus et supplicationibus quibusdam» é o renovado código de exorcismo e foi publicado pelo Vaticano em 26 de Janeiro 1999.

Antes disso, o rito foi analisado e trabalhado pelo Papa João Paulo II , que o aprovou em 1 Outubro 1998.O documento possuía originalmente 84 paginas totalmente redigidas em latim, que já foram entretanto disponibilizadas a todas as todas as conferencias episcopais por todo o mundo para que possam traduzi-lo para versões nas línguas vernaculares.Este documento, ( aprovado aliás por um Papa que confessou ter realizado 3 exorcismos ao longo da sua carreira eclesiástica) , reconhece claramente tanto a existência do demónio, como a realidade da pessessao demoníaca.

Pode-se ler na breve introdução que o documento chama atenção para a existência de «criaturas angélicas» e outras, chamadas «demónios, que se opõem a Deus», sublinhando que a infleuncias destas entidades espirituais de pode fazer manifestar em pessoas, lugares ou coisas. Este novo ritual de exorcismo católico foi trabalhado ao longo de 30 anos vem substituir o anterior do Ritual Romano que tinha sido promulgado em 1614. Mas a realidade sobre espíritos das trevas e exorcismos não é uma crença meramente Crista. Os exorcismos são também constatados na religião Judaica, e exemplos disso podem ser vistos no Talmud : Schabbath, xiv, 3; Aboda Zara, xii, 2; Sanhedrin, x, 1... No entanto, nas crenças Judaicas a possessão por espíritos é vista num contexto diferente daquele que é encarado no Cristianismo. Para o Judaísmo, uma pessoa pode ser possuída por um espírito chamado dybbuk, que se acredita ser uma alma de uma pessoa falecida que regressou do Gehenna , o conceito judeu de purgatório ou de local entre mundos, ( entre o mundo físico e o mundo celeste, entre a terra e o céu), para onde as almas vão antes de entrar no céu.

De acordo com estas crenças, por vezes ,( nao muito frequentes), a uma alma que em vida nao teve oportunidade de cumprir com todas as suas missoes, é-lhe concedida a oportunidade de realizar esses fins , regressando a este mundo na forma de um dybbuk. E por vezes também, uma alma demasiadamente atormentada não encontra descanso no purgatório e pode escapar-se dessa «zona entre mundos», regressando a esta mundo

A alma regressa assim a este mundo e procura «ligar-se» a uma pessoa viva que esteja experimentando uma situação similar á que essa alma viveu quando estava encarnado neste mundo.

Acredita-se por isso que há bons dybbuks e maus dybbuks.

Os bons, acabam desempenhado o papel de «guia espiritual» da pessoa a que se ligaram, procurando-a fazer ultrapassar os obstáculos e tribulações que esta vivendo, como forma de salvar essa pessoa e assim se salvar a si mesmo. Estas são consideradas possessões boas.

No caso dos dybbuk maus, esse são almas atormentadas que regressaram a este mundo ou que não partiram deste mundo, e que se ligam a uma pessoa e fazem-na passar pelos mesmos erros, tormentos e caos que essa alma experimentou durante a sua vida.


AS PROVAS CIENTIFICAS QUE ATESTAM DA EXISTENCIA DE ESPIRITOS


A realidade é que os espíritos existem, quer se creiam neles ou não, tal como o ar existe e não se vê, e porem o ar continuará a existir quer se acredite nele, ou não.

Todas estas realidades espirituais são isso mesmo: REALIDADE, quer os cépticos e agnósticos queiram ou não.Ao contrário do que se pensa, e ao contrário do que a ciência argumenta, um ritual de exorcismo nao é um pratica obscura, celebrada por homens ignorantes contra a vontade de um pobre desgraçado que na verdade apenas sofre de um mal psiquiátrico ou psicológico. Também ao contrário do que muitos pensam, e ao contrário do que ciência alega, a possessão, também não é um aproveitamente de doenças que afinal tem explicações racionais, por parte de uns tantos ignorantes aproveitadores que irresponsavelmente optam por defender que se trata de um fenómeno espiritual. Prova de que os espíritos são uma realidade verdadeira, e que os exorcismos não são meras fantasias lunáticas de um punhado de ignorantes, são a premissas que presidem á própria execução de um ritual desta natureza. Eis algumas das regras processuais a serem respeitadas antes que se possa autorizar um exorcismo:

1-O exorcismo apenas pode ser realizado por um sacerdote especialmente preparado para o efeito.

2-O exorcismo tem de ser executado com aprovação e supervisão do Bispo local

3-O exorcismo apenas pode ser realizado com o consentimento da pessoa vítima do fenómeno espiritual

4-Um exorcismo só pode ser realizado após a sua confirmação científica e espiritual, o que implica:

a) a verificação de certos sinais espirituais, ou seja, se esses sinais não se verificarem, não se pode confirmar que há uma possessão.

b) a rigorosa investigação cientifica do caso, que visa atestar que na realidade não se trata de uma caso de doença física ou mental, mas sim de uma verdadeira possessão.

Isto significa que:


O exorcista, antes que lhe seja permitido realizar qualquer exorcismo, tem de procurar provar de forma cientificamente fundamentada que o caso em analise é na verdade, e sem sombra de duvida, um assunto de natureza espiritual. O sacerdote deve por isso demonstrar máxima prudência e circunspecção ao longo de todo o processo de averiguação do caso em questão antes mesmo de propor um exorcismo ao Bispado, procurando inicialmente realizar uma abordagem objectiva á pessoa alegadamente possuída, abordagem essa que é uma verificação sobre o verdadeiro estado da pessoa, ou seja, verificando se a pessoa não será alguém que simplesmente sofre de doença física ou psicológica.

O sacerdote apenas decide se uma pessoa esta verdadeiramente possuída depois de uma diligente investigação, na qual se procura consultar peritos em áreas medicas, psicológicas, psiquiátricas e mesmo espirituais.

Apenas após todo este rigoroso processo de peritagens científicas, se chega á conclusão de se estar perante um caso de possessão por parte de entidades espirituais das trevas.

E quando assim sucede, para desgosto de alguns agnósticos, a própria ciência torna-se num instrumento de validação e prova científica da existência de espíritos e de demónios.

Segundo as normais de observação e analise deste tipo de fenómeno espiritual, os sinais de possessão demónica numa pessoa são:

1- A capacidade da pessoa possuída de falar línguas que desconhece e que não tem possibilidade nem forma de conhecer, por vezes línguas mortas como Latim, Aramaico, etc.

2- O conhecimento sobre coisas que lhe estão distantes e são desconhecidas

3- Manifestação de força física anormal

4- Manifestação de fenómenos físicos anormais

È necessário, apos cuidados exames médicos, psicológicos, espirituais, psiquiátricos, etc…. provar que estes sinais não estão relacionados com causas normais, relacionadas com leis da física, da química ou de uma condição clínica da pessoa alegadamente possuída, para que se possa declarar que essa mesma pessoa esta sendo vitima desse tipo de fenómeno espiritual. De acordo com a pratica seguida pelo Vaticano, tudo é feito para evitar a percepção de que um exorcismo esta relacionado com superstições ignorantes ou infundamentadas, mas antes é um processo atestado por meios científicos e com veracidade inegável.

ORAÇÃO DE EXORCISMO EM LATIM:


Exorcizo te, omnis spiritus immunde, in nomine Dei (X)

Patris omnipotentis, et in noimine Jesu (X) Christi Filii ejus, Domini et Judicis nostri, et in virtute Spiritus (X)

Sancti, ut descedas ab hoc plasmate Dei (name),

quod Dominus noster ad templum sanctum suum vocare dignatus est, ut fiat templum

Dei vivi, et Spiritus Sanctus habitet in eo.

Per eumdem Christum Dominum nostrum, qui venturus est judicare vivos et mortuos, et saeculum per ignem.

(X) = Sinal da Cruz

EM RESUMO:


Todas estas condições de analise de um fenómeno espiritual como a possessão, visam validar a existência dos espíritos das trevas através de um rigoroso processo de análise e investigação com rigor cientifico.

Assim se prova que quando se falam de espíritos dass trevas, não se está diante de uma fraude nem de uma fantasia, mas sim de uma realidade tão sólida como o ar que respiramos.

Assim se atesta o espírito das trevas existe e está dentro de uma pessoa, de um local ou de uma coisa, assim se confirma que se esta lidando com factos e não com fantasias.

A para quem gosta de factos, os exorcismos que foram feitos respeitando todos os critérios científicos de aprovação do ritual, os factos revelam uma verdade que alguns cientistas e alguns ateus não gostam de ver.




As Raízes Malignas do Catolicismo






A "MISSA" substituiu o Culto Cristão no ano 394, e tornou-se sacramento a partir do ano 604, com S. Gregório. – A CEIA DO SENHOR, que era simples como se vê no quadro da "Última Ceia" de Leonardo da Vinci, foi celebrada dessa forma por doze séculos, mas no ano de 1200 a Igreja Católica substituiu o pão pela hóstia.

A Ceia Cristã sofreu nova agressão quando do Concílio de Roma, anos 1215-16, isolou as palavras figuradas de Cristo "Isto é meu corpo e isto é meu sangue", fizeram uma péssima exegese criando o dogma da Transubstanciação.

No ano 1414, o papa João XXIII, retirou o vinho da cerimônia e as Igrejas passaram a servir aos fiéis somente a hóstia. – O Catolicismo diz que esse papa foi "antipapa" mas acolhem essa sua decisão até hoje.

O CONCÍLIO DE TRENTO, ano 1551, deu o golpe final contra a Ceia do Senhor, definindo e aprovando o dogma da Transubstanciação! – A partir desse Concílio, qualquer sacerdote católico, com um passe, transforma o trigo, vinho e água em carne, ossos, sangue, nervos e cabelos de Cristo, tudo dentro de uma hóstia!

A palavra "eucaristia" significa ação de graças, até hoje os teólogos católicos desentendem entre si sobre a aplicação desse termo no "santíssimo sacramento"(Ver a Missa, pág. 14, do ex-padre Dr. Aníbal Reis).

O papa Pio IX gloriava-se com o dogma exclamando: "Não somos simples mortais, somos superiores à Maria, ela deu a luz só a um Cristo, mas nós podemos fazer quantos cristos quisermos!"(Gazeta da Alemanha nr. 21, 1870)

Até o século XII, nenhum cristão aceitava que a farinha se transformasse em Cristo, até que surgiu um papa autoritário e truculento que sancionou o dogma! Esse papa foi Inocêncio III, anos 1198-1216

CONHEÇA SEU PERFIL:

Dizia que "O céu e a terra se submetem ao vigário de Cristo."
Condenou a "Carta Magna" e ordenou o massacre no ano 1208 dos Albigenses na França. – Organizou duas cruzadas guerreiras.
Instituiu o confessionário e introduziu a hóstia nas igrejas.
Proibiu a leitura da Bíblia.
Decretou a Inquisição, efetivada pelo para Gregório IX, milhares morreram.
Sancionou a Transubstanciação por decreto, uma temeridade!

A igreja resistiu ao dogma por 335 anos, mas foi vencida. Alguns decidiram por milhões e a inverdade prevaleceu.

A igreja exige respeito pelo dogma, pedem que não mastiguem a hóstia e o Missal Romano, pág. 58, prescreve que "Se um padre sentir-se mal durante a celebração da missa e vomitar a hóstia, deve engolir o que pôs para fora.

Quando a transubstanciação foi introduzida nas Igrejas Católicas houve discussões escolásticas! O professor Alexandre Halles ensinava que "Se um morcego engolir uma hóstia terá engolido o próprio Cristo!"- O bispo Boaventura achou repugnante, mas S. Tomaz deu razão para Alexandre. (Roma, a Igreja e o Anticristo, pág 280).

No Canadá, o jovem padre Daule descuidou de umas hóstias, horrorizado viu ratos devorando-as! – Correu em direção ao bispo exclamando: "Os ratos comeram nosso bom Deus!"(citado pelo padre CHINIQUI, sua biografia, pág. 334).

Ex-padre e Dr. Hipólito de Oliveira Campos, quando exercia o sacerdócio em Cuiabá, esqueceu hóstias que emboloraram criando larvas! – Resta perguntar, que tipo de cristo possui o Catolicismo Romano?

RUBANO MAURO, anos 788-857, Abade de Fulda, depois Arcebispo de Moguncia, considerava "Heresia grave supor que na eucaristia estava presente a carne nascida de Maria."(Epístola ad Heribaldum)

SANTO AGOSTINHO, bispo de Hipona, anos 354-430, gracejava jocosamente da transubstanciação, cuja idéia já existia no seu tempo. – Pregando nas Igrejas dizia: "Por que preparas os dentes e o estômago? Confiar em Cristo é comer o Pão da Vida, não se pode engolir Aquele que subiu vivo para o céu!" (Ver tratado sobre João nr. VXV e Sermões nr. 131, nr.1).

A "LA GRANDE ENCICLOPEDIE FRANÇAISE" comentando a eucaristia escreveu que "Os teólogos católicos imaginaram os povos mais feiticistas e os cultos mais idólatras! – Tomam a farinha cozida e o vinho e dizem: Eis nosso Deus, comei-o!"

Proibidos de raciocinar, os clérigos esqueceram de ler Santo Agostinho e a IGNORÂNCIA TORNOU-SE MOLÉSTIA GERAL!


16 – A Ceia do Senhor e a Missa (II)

Nosso Senhor usava parábolas e metáforas dizendo: "Quem beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede; Eu Sou o pão que desceu do céu; minha carne é verdadeiramente comida e meu sangue bebida.", etc.

Os discípulos perguntaram-lhe: "Por que falas por parábolas?" – No contexto Jesus explicou: "As palavras que Eu vos digo são espírito e vida!"(João 6:63)

Com esses esclarecimentos do Mestre não é difícil entender que o pão e o vinho na Ceia do Senhor APENAS RECORDAM o corpo e o sangue dele, mas não há "Presença real" como quer a Igreja Católica Romana.

Foi tomando essas palavras ao pé da letra e tropeçando em metáforas que o Catolicismo transformou a simples hóstia em coisa complicada!

papa Gelásio I, ano 492-6, ensinava que "A natureza dos elementos da Ceia não deixavam de existir depois da benção".

Papa Gelásio II, anos 1118-19, não aceitava a transubstanciação dizendo: "Na eucaristia a natureza do pão e do vinho não cessam de existir e ordenava as igrejas que servissem aos fiéis o vinho e não somente o pão."

Papa romano S. Clemente pensava igual, expressou-se assim: "O pão e o vinho na Ceia são símbolos. Não se transformam em coisa alguma!

Albertinus cita Pio II como discordante também.

Como também não é possível acarear os papas, os católicos deveriam estudar o espírito das palavras de Cristo quando se referiu à Ceia (Fontes de referência: Da Duabos in Cristo adv. Eutychem et Nestorium, São TOMAZ Sum Theo., Vol. 7, pág.134, e, Clemente Livro VII, cáp. V, pág.23)

Albertinus cita ainda quatro Cardiais de então: Bonaventura, Alícuo, Cujan e Cajetano, dois Arcebispos, cino Bispos e 19 doutores da igreja que interpretavam o Evangelho de João, cáp. 6:53-63, no sentido espiritual e simbólico.

S. Cirilo de Jerusalém e S. Gregório de Nissa fizeram referências à "união mística" na eucaristia, mas nada falaram sobre "presença real" (Sacra Coena Adv.Lanfrancum e Cath XXI, 13 respectivamente).

A doutrina da transformação dos elementos na Eucaristia, apresenta sérios problemas para o raciocínio! Se Cristo disse para celebrar a Ceia "Até que Eu venha" não pode estar presente! – Se vem não está!

Ele foi o primeiro a servir-se da Ceia. Teria Cristo engolido a Si mesmo?

Concílio de Trento complicou ainda mais o assunto prescrevendo que "Se uma hóstia for partida em muitos pedaços, Cristo estará presente em cada fração; se uma parte cair no altar, o lugar deverá ser lambido com a língua!"(Concílio de Trento, Seção XIII, cáp. 3, D.876)

Verifica-se que esse dogma não resiste a nenhuma análise: seu mais "perigoso adversário não são os teólogos protestantes, mas sim os cientistas como Einstein, Oppenhelmer e outros corifeus da ciência atômica!..."


17 - RECURSOS LINGÜÍSTICOS e HERMENÊUTICOS

Vejamos alguns exemplos de figuras de linguagem existentes na Bíblia (Recursos lingüísticos).

1) HIPÉRBOLE (A verdade enfaticamente aumentada).

Figura que realça um pensamento usando uma forma exagerada de expressão. Os vendedores costumam usar o jargão "Este produto tem mil e uma utilidades" para enfatizar que um produto possui, na verdade, muitas utilidades. Por que eles não dizem o número exato de utilidades. Com o uso da hipérbole transmite-se a mensagem de forma mais eficaz. Por isso, alguns escritores da Bíblia empregaram expressões hiperbólicas.

Ao concluir o seu livro, João afirmou que "o mundo todo " não conteria os livros, caso ele relatasse todas as realizações de Jesus (Jo.21.25). O exagero está no fato de que, João teria que viver milhares de anos para escrever algo tão extenso assim. Recorrendo também, à linguagem hiperbólica, o salmista disse: "...toda a noite faço nadar a minha cama, molho o meu leito com as minhas lágrimas", Sl.6.6. Imaginemos a cena... Davi chorando tão intensamente, a ponto de nadar em suas próprias lágrimas! É claro que isso é uma figura de linguagem.

2) LITERAL (Ao pé da letra).
Linguagem onde se entende exatamente o que está escrito.

3) IRONIA (Uma afirmação feita com desprezo, para ser entendida inversamente).

Expressão que exprime, aparentemente, o contrário. Essa figura é melhor entendida na linguagem falada, pois a entonação da voz não deixa dúvidas quanto à intenção de quem fala. Quando se diz "Aquele irmão é uma bênção...", querendo que o ouvinte entenda o contrário, regula-se a tonalidade de voz, prolongando o tempo em algumas sílabas. Mas, na linguagem escrita, a ironia só pode ser percebida mediante a leitura do contexto.

Quem são os "excelentes apóstolos" de 2Cor.11.5? O contexto revela que Paulo empregou uma ironia para falar de falsos apóstolos (vv.13-15). Vale lembrar também das palavras irônicas de Elias aos profetas de Baal: "Clamai em altas vozes, porque ele é um deus; (...) porventura dorme e despertará, 1Rs 18.27." Outro exemplo de ironia é a de Jó, ao contestar as argumentações de seus "amigos": "convosco morrerá a sabedoria, Jo.12.2"

4) METÁFORA (Um símbolo no lugar do real).

Emprego de um termo simbólico representando o real, mostrando a característica de uma pessoa ou coisa. Ao afirmar que era o "pão", a "luz", a "porta " e o "caminho" (Jo.6.35; 8.12; 10.9; 14.6), Jesus quis revelar algumas de suas características. De igual modo, o salmista falou da firmeza que tinha em Deus, dizendo: "Sê tu a minha habitação forte, à qual possa recorrer continuamente;(...) pois tu és a minha rocha e minha fortaleza", Sl.71.3. Em Mateus 5.13-16, Jesus disse aos seus discípulos que eles eram o "sal da terra" e a "luz do mundo", mencionando na própria passagem a importância do sal e da luz. Falando sobre o cuidado que devemos ter com a nossa visão, o Senhor também empregou a linguagem metafórica: "A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz", MT. 6.22. Outros exemplos: Lc.13.31,32; 1Tm.3.15.

O livro do Apocalípse é riquíssimo em metáforas.

5) METONÍMIA (Subentendido)

Economizando palavras. A frase "Sou alérgico a cigarro" apresenta uma utilização da metonímia, visto que a pessoa é alérgica à fumaça do cigarro e não ao cigarro. No nosso cotidiano, várias vezes fazemos uso da metonímia quase que involuntariamente. Exemplos: Ao comprarmos diversos produtos pela marca, como: "Bom Bril" em vez de palha de aço; Danone em vez de iogurte; Gillete em vez de lâmina de barbear, ou, expressões como: Sentado no trem em vez de sentado no banco do trem.Em Lc.16.29, "Moisés e os profetas" são empregados em lugar de "o Pentateuco"(Livros de Moisés) e "os escritos dos profetas". Com respeito à Ceia, Paulo disse: "Porque todas as vezes que beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha", 1Co 11.26. Nesta passagem e em outras, a palavra "cálice" denota, na verdade, o conteúdo de um cálice.

6) PARADOXO (Praticando o impossível).

Proposição, idéia ou opinião aparentemente contraditórias, Exemplos: Segue-me, e deixa aos mortos sepultar os seus mortos, Mt.8.22. Quem achar a sua vida perdê-la-á", Mt.10.39. ...coais um mosquito e engulís um camelo", Mt.23.24. ...é mais fácil entrar um camelo pelo fundo duma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus". Lc.18.25 . Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem", 2Co 4.18.

Nota-se que todos os paradoxos mencionam coisas impossíveis, como morto sepultando morto, mosquito sendo coado e camelo sendo engolido ou passando pelo pequeno orifício de uma agulha (agulha mesmo). Entretanto, todas essas proposições aparentemente estranhas são entendidas quando lemos os seus contextos imediatos. No primeiro exemplo, Jesus fala de mortos espiritualmente, sepultando pessoas mortas fisicamente. No segundo ele ensina que ninguém pode salvar a si mesmo. Em Mateus 23.24, o Mestre condena os fariseus por se importarem com pequenas coisas (coar mosquito), enquanto cometiam erros maiores (engolir camelos). O outro exemplo fala do perigo de ter o coração nas riquezas. E o último ensina que devemos atentar para as coisas celestiais.

7) PLEONASMO (Significado pleno ou redundante)

Ocorre quando há repetição da mesma idéia, isto é, redundância de significado. E empregado para reforçar uma idéia, enriquecendo uma expressão. Em João 11.43, Jesus bradou: "Lázaro, sai para fora". Ele podia ter dito simplesmente: "Lázaro, sai". Mas, apesar de correta, essa construção seria pobre, sem ênfase e vazia. Outros exemplos: (1Rs 19.11; At 14.10).

8) PROSOPOPÉIA (Dando alma ao inanimado)

Consiste na personificação de coisas inanimadas. Usamos essa figura, por exemplo, para referirmo-nos a um carro que gasta muito combustível: "Este carro bebe demais". Na Bíblia, vemos o emprego da prosopopéia em Is55.12 ...os montes e os outeiros exclamarão de prazer perante a vossa face, e todas as árvores do campo baterão palmas". A conhecida (mas sempre bela) narrativa do Salmo 19 diz que os "céus manifestam a glória de Deus"(v.1) e "um dia faz declaração a outro dia"(v.2), entre outras expressões. No Salmo 35.10, Davi afirma que seus ossos são capazes de falar, enquanto o Salmo 85.10 registra um beijo curioso: "...a justiça e a paz se beijaram". Mas o livro mais rico em personificações é Provérbios. Leia: (1.20-33; 6,13; 9.1-3).

9) SÍMILE (do latim similis, "semelhante", "parecido")

É a figura caracterizada, em geral, pela palavra "como". Difere da metáfora que é uma comparação não expressa. Quando João foi arrebatado em espírito e viu Jesus em glória (Ap. 1.10-20), ele não teve palavras para descrevê-lo, e lançou mão de alguns símiles: "voz como trombeta", "cabelos como de lã", "olhos como chama de fogo", "pés semelhantes a latão reluzente", "voz como muitas águas", etc. Em Is40.31, o profeta informa que "... os que esperam no Senhor renovarão as suas forças, subirão com asas como águias..." Se rocurarmos conhecer as características da águia, descobriremos como deve ser a nossa renovação espiritual. Vejamos: A águia voa Alto (10km), É forte, capaz de levantar uma criança;Tem apetite, em Jó 9.26 e Hab.1.8, a Bíblia menciona o grande apetite da águia. Tem ampla visão. (20km). Faz ninho na rocha. Jó 39.27,28. O cristão, como a águia, deve estar firmado na rocha Sl27,5: 61.2. É rápida, tem equilíbrio. Renova-se.

10) SINÉDOQUE (O todo pela parte e vice-versa).

Figura pela qual se emprega o todo pela parte ou vice-versa. Quando dizemos "Todo mundo está presente", estamos querendo mostrar que todas as pessoas estão em um determinado local. Da mesma forma, dizemos: "Não veio ninguém", quando poucas pessoas estão presentes.

A sinédoque ocorre na Bíblia em At 24.5 e Cl1.23, entre outros textos. Na primeira passagem, é empregada a expressão "todo o mundo" em lugar de "todo o império romano". Já o texto de Colossenses usa emprega "todo o mundo" em vez de "todas as pessoas do mundo conhecido". Não confundir! Na ordem de Jesus "Ide por todo o mundo..." Ele não está empregando a sinédoque.

Vejamos também alguns recursos hermenêuticos.

11) SEMÂNTICA (Mutação do sentido das palavras).

Mudança do sentido das palavras através do tempo e do espaço. Palavras que antigamente tinham um significado, e atualmente têm outro, ou palavras que em outras regiões que fala a mesma língua têm outro sentido. Exemplos de mudanças no tempo: Rival, que no português antigo significava, "convizinho ao rio" hoje significa "competidor". Caderno, que antigamente significava um "conjunto de 4 objetos" hoje tem outro sentido. Exemplos de mudanças no espaço: Fumo, que em Portugal significa "fumaça ou vapor", no Brasil significa "tabaco".

Em Is31.4 há uma passagem bíblica, interessante; "Assim me diz o Senhor: Como o Leão e o cachorro do Leão rugem sobre a sua presa... ". O termo "cachorro do leão" soa para nós de forma estranha. A palavra "cachorro", significa na realidade "filhote", mas já está tomando o sentido de "cão" na língua portuguesa. A palavra "Besta" significa hoje "mula", ou, menos empregado como "animal feroz", ou ainda, pessoa bruta e estúpida. Na idade média tinha o sentido de feras de circo ou animais ferozes, reais ou fabulosos. No Apocalípse ela aparece no sentido de "monstro feroz", como na idade média.

A CELEBRAÇÃO DA MISSA é mais uma encenação do que um Culto cristão. – Veja como Marinho Cochem descreve a cerimônia na "Explicação da Missa", pag.40)

O sacerdote durante uma só missa benze-se 16 vezes, volta-se para o povo outras 16 vezes; beija o altar 8 vezes, levanta os olhos 11 vezes, 10 vezes bate no peito e ajoelha-se 10 vezes e junta a mão 54 vezes! Faz 21 inclinações com a cabeça e 7 com os ombros, inclina-se 8 vezes e beija a oferta 36 vezes; põe as mãos sobre o peito 11 vezes e 8 vezes olha para o céu. Faz 11 orações em voz baixa e 13 em voz alta, descobre o cálice e o cobre de novo 5 vezes e muda de lugar 20 vezes!

Talvez foi por isso que Jesus disse: "Vinde a Mim e Eu vos darei descanso!" A transubstanciação romanista é pura ilusão e não pode ser aceita por nenhuma inteligência esclarecida e alimentada pela leitura das Sagradas Escrituras.


18 – Sensus Plenior

O sensus plenior é a concepção de interpretação da Igreja Católica. Esse termo foi criado por um escritor católico chamado Andrea Fernandez, em 1925, e desenvolvido por outros estudiosos católicos romanos nos últimos anos, destacando-se entre eles Raymond E. Brown.

Sensus plenior quer dizer “sentido mais completo”. A idéia é que certas passagens bíblicas podem ter “sentido mais completo” do que o planejado ou compreendido pelo autor, sentido esse, no entanto, pretendido por Deus. Brown define sensus plenior como “aquele significado adicional mais profundo, pretendido por Deus, mas não claramente pelo autor humano, o qual se verifica nas palavras dos textos bíblicos (ou grupo de textos, ou mesmo num livro inteiro) quando estes são examinados tomando por base uma revelação mais ampla ou de um maior entendimento da revelação”.

Pelo que já vimos, concordo que Deus possa ter pretentido um sentido mais amplo do que os autores imaginaram estar transmitindo. Também é apropriado o comentário de Brown sobre o significado “que se verifica nas palavras dos textos bíblicos”. Todavia, existem vários aspectos problemáticos dessa concepção do sensus plenior. Ele escreveu: “Na longa história da exegese [...] os textos bíblicos têm sido interpretados de forma que transcende o sentido literal”. Também não está claro o que ele quis dizer com a seguinte afirmação: “Passagens isoladas de um livro bíblico adquirem maior significado quando vistas no contexto da Bíblia como um todo”. De quais significados mais profundos ele está falando?

Outro problema da concepção católica romana do sensus plenior é que a interpretação oficial é “oficial no sentido de ser fruto de um dos guias da revelação, ou seja, o Novo Testamento, os pais da igreja, as declarações da igreja, etc.”. Assim, a interpretação bíblica torna-se suscetível aos dogmas falíveis da igreja. Aparentemente, é isso que Brown quer dizer, em sua definição, com “maior entendimento da revelação”. Contudo, não podemos aceitar todas as concepções dos pais da igreja, pois muitas delas conflitam com as próprias Escrituras e umas com as outras. As declarações da igreja também contém o erro de acrescentar às Escrituras sentidos que não existiam. Nessa concepção, a relação entre a percepção do autor humano e o que Deus pretendeu transmitir fica confusa, se não perdida.

Bibliografia: A Interpretação Bíblica de Roy B. Zuck

Fatos:

*** Agostinho desenvolveu o princípio da “analogia da fé”, segundo o qual nenhuma interpretação é aceitável se for contrária ao sentido geral do restante das Escrituras.

*** Lutero costumava dizer: “O texto bíblico interpreta a si próprio. Esse é o verdadeiro método de interpretação, que compara passagem bíblica com passagem bíblica da forma certa, adequada”.

*** A Igreja Católica Romana convocou o Concílio de Trento declarando que a Bíblia não é a verdade suprema, mas que a verdade encontra-se ”em livros escritos e em tradições não-escritas”. Essas tradições incluem os pais da antiguidade e os líderes da igreja de hoje.


19 – Petros, Petha, Kephas e as chaves do céu

NA SUPOSIÇÃO de que Cristo edificou Sua Igreja sobre Pedro, os Papas trataram de estabelecer uma linha de sucessão com esse apóstolo.

Para isso embaralharam as palavrinhas gregas "petros e petras" encontradas em Mateus 16:18, fizeram uma exegese tendenciosa e confundiram a cristandade, uma vez que "petros" quer dizer seixo ou pedrinha e "petra" significa rocha, que no texto e nos contextos é Cristo sobre quem a Igreja foi edificada. Equivocaram-se com essa "sucessão", pois Cristo é a base da igreja.

O Novo Testamento foi escrito em grego. – Jesus disse ao apóstolo: "Tu és PETROS e sobre esta PEDRA edificarei minha Igreja."

Santo Agostinho, bispo de Hipona, também afirmava que a Pedra em Mateus 16:18 é Cristo. "Nenhum autor grego jamais empregou a palavra petros no sentido de petra", e Pedro era conhecido como Simão Petros e não Simão Petra! (H. Lidell. Greg. English. Lexicon in loco).

Jesus falava o ARAMAICO, língua popular e certamente o grego usado nas grandes cidades, por essa razão o Catolicismo quando se vê em dificuldades "escapa" dizendo que Mateus 16:18 foi proferido em aramaico! Mas esse salto não os favorece.

Imaginemos que o Mestre, no hipotético texto em aramaico tivesse dito: "Tu és KEPHAS e sobre esta KEPHAS edificarei minha igreja", então teríamos problemas em João 1:42 onde a primeira expressão KEPHAS significa Pedro e não petra!

Torna-se difícil, como quer a Igreja, colocar Pedro na cadeira de Cristo.

Se houvesse realmente dúvidas, que exigisse definição sobre em quem a Igreja foi edificada, todos os cristãos escolheriam o nome de Cristo! É mais coerente, mais razoável e mais seguro: Pedro não comportaria tanta magnititude.

Paulo escreveu à igreja de Corinto que Cristo é o alicerce da Igreja, e advertiu que "NINGUÉM PODE LANÇAR OUTRO FUNDAMENTO" (I Cor 3:11)

Fundamento se coloca uma vez só, se Pedro fosse o alicerce da Igreja, como explicar a sucessão, pois não se põe fundamento em cima de fundamento!

Esse apóstolo corrige o Catolicismo em sua carta, indicando Cristo como a pedra principal "eleita e preciosa" sobre quem a igreja foi edificada. (I Pe 2:4-9).Consta que Pedro foi pastor das ovelhas e não pastor de pastores!

Se a Igreja Católica deseja encontrar o Sucessor de Cristo, basta folhear o Novo Testamento no Evangelho de João onde diz: - Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, o Espírito Santo, que ficará convosco para todo sempre!

Qualquer outro "sucessor" é suspeito.



19.1 - Apóstolo Pedro

A Igreja Católica Romana, através de
Mateus 16.16-19 teve uma interpretação considerada errônea até pela própria Bíblia:

16 Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.

17 Disse-lhe Jesus: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelou, mas meu Pai, que está nos céus.

18 Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;

19 dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares, pois, na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus.

A Igreja Católica teve o seguinte raciocínio, infundado: Pedro é o fundamento da Igreja, rocha, sobre a qual foi edificada esta Igreja; Pedro foi o primeiro bispo de Roma; Jesus conferiu a Pedro autoridade até os dias atuais, através de bispos e papas - vigários de Cristo na Terra.

Dizer que Pedro é o fundamento da Igreja é o mesmo que dizer que Simonton é o fundamento da Igreja Presbiteriana do Brasil, ou que o falecido Rev. Milton é o fundamento da Igreja Presbiteriana do Parque Erasmo Assunção, quando sabemos que o fundamento da Igreja invisível é Cristo, pois:

"edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra da esquina" (Efésios 2.20)

E que Cristo deve ser o fundamento de toda Igreja Visível. São inúmeros os versículos que provam ser Jesus o fundamento da Igreja. (Atos 4.11; Marcos 12.10 e 11; Romanos 2.20; Romanos 2.20; I Coríntios 10.4; I Pedro 2.4).

A vida de Pedro:

era pobre (Atos 3.6)
era casado (Mateus 8.14,15)
era humilde e não aceitava adorações (Atos 10.25, 26)
era repreensível (Gálatas 2.11-14)

Porém os fatos, através da história, provam o contrário, pois o papa: administra grandes fortunas e gozam de mordomias; são celibatários, isto é, não se casam; aceitam adoração dos homens; consideram-se infalíveis em suas decisões. Assim, fica claro que se Pedro foi o primeiro papa, era um papa muito diferente dos que o sucederam. É louvável o trabalho do papa em prol da paz e da valorização da família, porém, é abominável a posição que ocupa de manda-chuva da Igreja Católica. Isso, sem mencionar o montante de heresias que a Igreja Católica pregou e ainda prega sob a direção do papa.


19.2 - AS CHAVES DO REINO DOS CÉUS (Mateus 16:19)

A Igreja sempre tropeçou nas palavras figuradas do Novo Testamento! Desta vez tomou ao pé da letra e gravou duas grandes chaves no Escudo do Vaticano!

Qualquer estudante da Bíblia deduz que as chaves que Cristo deu a Pedro, aos demais apóstolos e a Igreja é a MENSAGEM DOS EVANGELHOS que abre as portas da graça de Deus concedendo Salvação aos que crêem.

Jesus dizia: Eu sou a Porta! – As chaves por Ele referidas são símbolos da capacidade de abrir e explicar as verdades do Evangelho. Pedro usou essas chaves pregando primeiro aos judeus e depois aos gentios (Atos 2 e 15:7-14) – A igreja e os demais apóstolos receberam igualmente essa chave que é a MENSAGEM! – (I João 20:23, Mat. 18:16-18)

Se a Igreja Católica supõe uma chave material pode esquecê-la porque "As portas do céu não se fecham nem de dia, nem de noite!"(Isaías 60:11)

Se em alguma circunstância for necessário movimentar essas portas as chaves estão com Cristo que Abre e ninguém fecha e ninguém abre" (Apoc. 3:7)

Como a maioria dos Católicos não leva a sério os dogmas da Igreja, fazem chacota de tudo! Apresentam Pedro com duas grandes chaves, é o porteiro do Céu, e controla as chuvas... Santo Antonio ajuda a conseguir noivados e casamentos enquanto Santo Onofre é reverenciado pelos alcoólatras e assim por diante...


20 – O Declínio do Papado

O PAPADO FOI PODER MUNDIAL, dominou vastos territórios, submeteu reis, recolheu impostos, teve exércitos armados e destruiu seus opositores! – Declaravam que "Tinham poderes para revogar leis, mudar os tempos e MUDAR OS PRECEITOS DE CRISTO!"- Podemos, diziam, fazer com que o errado seja certo! (Ver Decretal da Transl. Episc.)

Mas depois do século XIII o papado começou a declinar tanto que nos fins do século XVIII só lhes restava o Vaticano!

VEJA OS LANCES DESSA QUEDA:

- No ano 869 a Igreja Ortodoxa emancipou-se de Roma, anos depois criticou a "Infabilidade como blasfêmia que coroou o Papado!"

- O Papa Bonifácio VIII, ano 1924, redigiu a bula "Unam Sanctam" que prescrevia: "Toda a criatura para se salvar deve submeter-se ao Pontífice Romano"- Como a Igreja havia os massacrado os Cristãos não Católicos na França em 1229 e continuavam com perseguições religiosas, o Rei Felipe o Belo, em parte por vingança, humilhou o papado até o pó! – Removidos para Avinhão, tornaram-se meros instrumentos da corte francesa por 70 anos!

- Os papas foram verberados por cristãos iminentes:

Adriano IV, anos 1154-59, mandou enforcar Arnaldo de Brécia por "tornar público os latifúndios da Igreja!"

João Huss, anos 1369-1415 foi queimado vivo por pregar contra o culto às imagens e mostrar que na Bíblia não havia purgatório!

O papa Alexandre VI anos 1492-1503, mandou enforcar o grande orador sacro Savonaróla, por denunciar suas imoralidades e vícios.

Outros tomaram coragem como Petrarca, anos 1304-1374, que chamou o Vaticano de "Cloaca do Inferno!"

- Outra força que contribuiu para o declínio do papado foi a Renascença (Reavivamento cultural do século XIII). – Surgiu a imprensa, a Bíblia foi editada, o povo instruiu-se e a "mente humana emancipou-se da influência clerical."

- A Reforma vem no ano de 1517, ao troar a trombeta de Martin Lutero, vários países ergueram-se como gigantes que despertam! – Lutero relacionou a Bíblia com a Igreja dos papas e ficou perplexo! – Dizia ao papa: "Raciocinemos sobre isto!" e o papa respondia: "Submete-te senão morrerás queimado!" Depois de Lutero vieram Zwinglio, Calvino, Knox e outros que fortaleceram os cristãos perseguidos!

- A difusão da Bíblia, o aumento da cultura e as outras igrejas Cristãs, também contribuíram para o declínio do papado. Essas forças ensinaram o catolicismo a conviver com certas conquistas sociais como liberdade de consciência, democracia, direitos humanos, etc.

- Em 1870 Victor Emanuelli fez um plebiscito para anexar Roma à Itália. A votação foi de 133.648 votos a favor e 1.507 contra. – Perdendo para a Itália, o papado sofreu tremenda humilhação, além de tornarem-se súditos do governo italiano! – Essa derrota foi nos dias de Pio IX.

- O SENADO DA ITÁLIA acaba de aprovar uma lei na qual o Catolicismo deixa de ser religião nacional, estabelece igualdade de Culto, separação entre a Igreja e o Estado, Roma não é mais "Cidade Sagrada", e obriga o Vaticano a pagar impostos das propriedades que possue em Roma! É o declínio que se acentua! (Estado de S. Paulo, 25.01.84)

Com seus dogmas opostos ao Novo Testamento, impregnado de superstições e crendices, como consegue o Catolicismo sobreviver como instituição cristã?

Para isso fomentaram Casas de ensino, Casas de Caridade, tornaram-se políticos, partiram para a cultura e adotaram o sincretismo religioso! – Com esses expedientes fundiram-se na sociedade, conseguindo disfarçar sua falência como Igreja Cristã.


21 – Referências da Bíblia ao Papado e ao Vaticano

O SISTEMA POLÍTICO-RELIGIOSO CATÓLICO ROMANO por ser de grande envergadura mereceu "menção especial" na Bíblia Sagrada! O profeta Daniel, ano 600 A.C., e João, autor do Apocalipse, ano 90 D.C. foram os que mais fizeram referências a Roma e sua Igreja. Teólogos e exegetas em todo mundo examinaram os textos proféticos comparando-os com as características de Papado e encontram identidade!

O Império Romano surge nas profecias como a primeira besta por perseguir a destruir os Cristãos durante os anos 63-313. – Nesse período todo não haviam igrejas além da IGREJA CRISTÃ. Quando o Império desintegrou-se no ano 476, o Papado já havia tomado forma e continuou destruindo os Cristãos não católicos! – Incluindo a inquisição, na idade média, a Igreja e o papado exterminaram mais Cristãos que todos os imperadores romanos tornando-se nas profecias a Segunda besta ou a imagem da primeira besta. (Apoc. 13:14-15 e 18:24)

O profeta Daniel e João no Apocalipse aprisionam o Catolicismo com suas profecias, não há nenhum outro organismo que corresponda a esses vaticínios!

Tome sua Bíblia e veja como se enquadram nas profecias:

1º - OS PROFETAS PREVIRAM UM PEQUENO REINO (PONTA PEQUENA) BROTANDO DE UM REINO FERIDO E TERIA CARÁTER RELIGIOSO, "POIS SE ASSENTARIA NO TRONO DE DEUS"(Daniel 7:7-8, II Tes. 2:4 e Apoc. 13:2)

Esse pequeno Reino é o papado, surgiu do extinto Império Romano e é religioso.

2º - ESSE PEQUENO REINO SERIA CRUEL. "DESTRUIRIA OS SANTOS DO ALTÍSSIMO."(Daniel 7:25)

A história registrou que só na Idade Média, anos 500 a 1700, os papas e a Igreja eliminaram uns 50 milhões de Cristãos não católicos, uma média de 40 mil por ano! (Rastro de Sangue, Carról, pág. 26, veja pág. 6 deste opúsculo).

3º - ESSE PEQUENO ESTADO RELIGIOSO TERIA SEDE UM, A CIDADE EDIFICADA SOBRE 7 MONTES (Apoc. 17:9)

De fato Roma a sede do catolicismo está edificada sobre 7 montes bem conhecidos na Itália: O Quirinal, o Viminal, o Esquilino, o Caélio, o Aventino, o Palatino e o Capitolino. – O profeta acertou na mosca! – O Arcebispo São Malaquias d’Armagh, ano 1095, previu que "A Cidade das 7 Colinas" será destruída e o Grande Juiz julgará o povo.

4º - A BÍBLIA DÁ UMA DICA AOS TEÓLOGOS SOBRE QUEM É A PRIMEIRA E A SEGUNDA BESTA ADIANTANDO SEU NÚMERO QUE É 666! (Apocalipse 13:18)

Santo Irineu, ano 130, discípulo de Policarpo que foi discípulo de João, autor do Apocalipse apontou para Roma, como a Cidade da primeira e da Segunda besta! Santo Irineo encontrou o número 666 na palavra latino (Lateinos no original grego) – Como o papado leva na crista o nome LATINO por ser chefe de uma religião latina corresponde-lhe o algarismo fatídico!

Santo Irineo tomou a palavra "lateinos" letra por letra em valores gregos (O Apocalipse foi escrito em grego) e obteve o seguinte resultado: L vale 30. A vale 1. T vale 300. E vale 5. I vale 10. N vale 50.O vale 70. S vale 200, somando temos 666, o número da primeira e da Segunda besta, que Deus "Aniquilará com o sopro de sua boca!"- Citado por Pochet, Bible Handbook.

5º - O PROFETA DISSE QUE ESSE PEQUENO REINO RELIGIOSO "ENGANARIA AS NAÇÕES COM SUAS FEITIÇARIAS"(Apoc. 18:23)

Enganar com feitiçaria significa atrair e seduzir pessoas com ritos e cerimônias artificiais, simulando poderes para dominar.

O Catolicismo não faz outra coisa! – Atribuem poderes às imagens, aos amuletos, aos bentinhos, ao escapulário, à água benta e ramos bentos, ao rosário, às velas acesas nas missas, às cinzas na testa; criaram o purgatório, o limbo, tudo muito estranho na Bíblia Sagrada! – Farto material de feitiçaria, com os quais a igreja vem "enganando as nações."

Esse pequeno Estado religioso que destruiu milhões de Cristãos, situado sobre 7 colinas, enquadrado no número 666 do Apocalipse e enganando as nações com feitiçarias é o Vaticano!

Santo Irineo estava certo ao apontar para Roma! – "Sai dela povo meu para que não sejas participante de seus pecados e para que não incorras nas suas pragas."- Apelou João (Apoc. 18:4)


22 – Títulos e Fábulas

O Catolicismo por ser latino adotou títulos espanhóis e italianos, que resultaram numa hierarquia. – Esses títulos nada tem a ver com o Cristianismo ou com o Novo Testamento, é criação do sistema deles.

ALGUNS:

PAPA significa pai, termo de ternura que perdeu o sentido desde que os papas organizaram exércitos, demarraram sangue e tornaram-se políticos. NÚNCIO é embaixador do Vaticano.

CARDEAL são os que elegem o papa. MONSENHOR é título para as altas figuras do clero. ARCEBISPO é o superior do Bispo. BISPO é o que governa uma diocese. CÔNEGO é o elemento de uma Catedral. MONGE é o religioso de Mosteiro. VIGÁRIO é o que toma o lugar do outro. FREI e FRADE é de Ordem religiosa e militar. SACERDOTE é o termo do paganismo e do judaísmo. CURA é o pároco da aldeia. ABADE é prelado que dirige o mosteiro. DOM foi título dos reis da Espanha, muito apreciado pelo clero. PURPURADO e PRELADO SÃO DISTINÇÕES que todos eles cobiçam. PADRE, o mesmo que pai, e é o que deveriam ser tendo esposa, filhos e um lar.

Os papas são obcecados por títulos! – Se intitulam de Salvatore, Filius Dei, Sacratíssimus Dominus Noster, Pontífice Maximus, Augustos (digno de ser adorado) e outros superlativos que os distancia de Cristo!

As ordens religiosas somam dezenas; nem todas convivem em harmonia, diferem entre sí. Os Dominicanos por exemplo, buscam mais a cultura, os Jesuítas são belicosos, enquanto que a Ordem do Carmo é feiticista, diz que "basta usar o escapulário para ficar livre das chamas do purgatório!" (O Escapulário, pág. 1, com Nihil Obstrat).

Rui Barbosa dizia que "A Igreja Católica é uma religião de FÁBULAS" e o apóstolo Paulo mandava rejeitá-las. (I Tim. 4:7)

EIS ALGUMAS:

1 – Os anjos conduziram pelas nuvens a casa de Nossa Senhora de Loreto desde a Palestina até a Itália. Devido a esse "milagre" ela é padroeira dos aviadores!

2 – O padre Anchieta navegava de barco, sendo molestado pelo sol, surgiram pássaros que voaram em formação, fazendo sombras sobre sua cabeça! Esse "Milagre" consta no processo de sua canonização!

3 – Em Portugal uma jovem roubava ouro e jóias de uma Mansão para dar aos pobres. Quando surpreendida, revistaram sua cesta, então houve o "milagre", as jóias roubadas transformaram-se em flores! Essa jovem foi canonizada!

4 – Numa gruta na Bahia há sinais de pés de uma criança, bem forjados! "Naquela gruta o menino Jesus refugiou-se quando perseguido por Herodes!" Anualmente chegam naquela gruta centenas de romeiros; a igreja diz que o povo é "simples e ignorante", mas os padres estão presentes, tirando proveito dessa situação espiritual miserável em que se encontra nossa gente!

5 – Como a Igreja não sabe quando as almas saem do purgatório e cobram "Missas de intenção" sucessivamente, criaram uma lenda para desencargo de consciência que diz: "Nossa Senhora do Carmo, no primeiro Sábado de cada mês, deixa o céu e vai até o purgatório tirar algumas almas privilegiadas!"- A Igreja põe fé nessa lenda!

6 – Esta é vero! ... Seis padres belgas e um holandês da Ordem dos Bolandistas investigam oficialmente a história dos Santos (Hagiografia) em Bruxelas; já examinaram 2.800 alfarrábios e transcreveram as ACTAS SANCTORUM. – O porta voz deles Van OMMESLAEGHE anunciou que "Santa Catarina nunca existiu", foi uma fábula da Igreja! – Em que base nossos compatriotas de Santa Catarina podem manter sua tradição?

7 – Os Carmelitas supunham que sua Ordem teve origem com o profeta Elias no Monte Carmelo a 900 anos antes de Cristo! Agora estão revoltados com os Bolandistas, porque eles descobriram que a Ordem dos Carmelitas é recente, datando do ano 1.160 Depois de Cristo! (Do nosso arquivo).


23 – Quem são os Santos

Muitas pessoas não têm a exata compreensão do que seja um santo. Primeiramente, a palavra "santo", no conceito bíblico, quer dizer "separado para Deus", "consagrado a Deus".

Dicionário Aurélio: "Que vive segundo os preceitos religiosos; puro, imaculado, inocente; bondoso em extremo".

Dicionário Teológico: santo é "aquele que se separa do mal, e dedica-se ao serviço divino".

O processo de santificação do crente tem como base a Palavra de Deus". Pode se referir também a um local determinado, indicando que não pode ser violado ou profanado. Exemplo de lugar santo foi o monte Horebe, onde Deus falou a Moisés: "Continuou Deus: não te chegues para cá. Tira as sandálias dos pés, pois o lugar em que estás é terra santa" (Êxodo 3.5). Com Josué, nas cercanias de Jericó, aconteceu idêntica recomendação:

"Respondeu o príncipe do exército do Senhor a Josué: descalça as sandálias de teus pés, pois o lugar em que estás é santo. E Josué fez assim" (Josué 5.15).

Tudo que é separado para o serviço do Senhor é santo, inclusive objetos: dízimo (Levítico 27.32); congregação (Números 16.3); povo (Deuteronômio 14.2, 21); objetos (Esdras 8.28; Ezequiel 22.26); jejum (Joel 1.14); cidade (Mateus 4.5; Apocalipse 21.2, 10); leis e mandamentos (Romanos 7.12); Igreja (Efésios 5.27); nação (Êxodo 19.6).

Agora, vejamos o que a Bíblia diz sobre pessoas santas. Em várias cartas paulinas, os crentes em Jesus são chamados de santos: "À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser SANTOS, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso" (1 Coríntios 1.2). "Aos SANTOS que estão em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus" (Efésios 1.1). "A todos os

SANTOS em Cristo Jesus, que estão em Filipos..." (Filipenses 1.1). "Aos SANTOS e irmãos fiéis em Cristo que estão em Colossos" (Colossenses 1.2).

Deus falando ao seu povo: "Eu sou o Senhor vosso Deus. Consagrai-vos e sede santos, porque eu sou santo" (Levítico 11.44; 19.2; 20.7). Em Levítico 20.26: "Sereis para mim santos, porque eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos povos para serdes meus". O desejo de Deus é que todos sejam santos e irrepreensíveis. O homem criado por Deus era santo. Na queda, perdeu a santidade e ficou afastado do Criador. O plano de salvação da humanidade contempla o retorno do homem à santidade perdida.

A santidade em vida se estende à morte. Em outras palavras, quem é santo aqui na terra será, eternamente, santo no céu. Vejam: "Abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressurgiram" (Mateus 27.52). Os santos participarão do julgamento das nações.

Observem: "Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo?" (1 Coríntios 6.2-a). Jesus confirma: "Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do Homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel" (Mateus 19.28). "E ao que vencer e guardar até o fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações" (Apocalipse 2.26).

Quando da volta de Jesus, todos os santos falecidos ressuscitarão num corpo celestial. Nessa ocasião, os santos vivos serão arrebatados e, juntamente com aqueles, se encontrarão com Jesus nos ares (1Tessalonicenses 4.16-17).

Vimos, portanto, que a santidade se adquire em vida. A igreja de Cristo, visível e invisível, é formada de santos. Logo, há milhões de santos ainda vivos, e um número incalculável (bilhões?) de santos que já passaram para a glória. Diante do que se depreende da palavra de Deus, acima, outro não pode ser o entendimento.

Certa vez, alguém escreveu para o POVO LEITOR (caderno dominical do Jornal O POVO, desta cidade de Fortaleza, Ceará) em que, opondo-se a uma questão por mim colocada, disse que "não conhecia um só santo evangélico". Santa ignorância. Para muitas pessoas, não existem santos vivos, pessoas santas. Acreditam que somente alguns, depois da morte - e se houver milagre a eles atribuído - têm o privilégio de serem santos, receberem adoração, serem mediadores junto a Deus de nossas súplicas, e terem uma imagem em cada templo. Ora, os santos somos nós; se cultuarmos os santos, ainda que mortos, estaremos cultuando a nós mesmos. Noutras palavras, estaria o homem adorando a si próprio, ao seu semelhante. Homens vivos buscando as bênçãos de homens mortos. A Santa Maria foi em vida uma mulher santa, e sua santidade se eternizou após a sua morte. Ela foi juntar-se a bilhões de santos no Paraíso. O costume de se buscar alívio nos que morreram, cheira a espiritismo, a consulta aos mortos, a necromancia. Deus não se agrada

dessas coisas. Não devemos apelar para as criaturas de Deus, adorá-las e cultuá-las.

O Primeiro Mandamento é incisivo: "Não terás outros deuses diante de mim" (Êxodo 20.3). E para sua reflexão última:

"ADORARÁS AO SENHOR TEU DEUS, E SÓ A ELE SERVIRÁS" (Lucas 4.8).


24 – As Imoralidades dos Papas

O testemunho da história não favorece a Igreja e muitos papas. – Devido à adoção do celibato, os escândalos sempre acompanharam o sistema religioso que criaram. – O período mais tenebroso do Papado, amos 904-963 ficou conhecido como "PORNOCRACIA OU DOMÍNIO DAS MERETRIZES."- Ainda hoje é um constante na imprensa secular os escândalos e deslizes morais entre eles.

É bom salientar que imoralidades humanas existem em qualquer religião, mas preste atenção na diferença entre erros humanos e erros doutrinários. Aqui ambos são registrados.

O papa João XI era filho ilegítimo de Marózia, amante do papa Sergio III, ano 941. – O papa João XII, ano 955, violava virgens, viúvas e conviveu com a amante de seu pai: fez do palácio papal um bordel, e, foi morto num ato de adultério, pelo marido da mulher que violava.

O Papa João XXIII ano 1410, (não confundir com o João XXIII mais recente), foi o pior deles! Mulheres casadas foram alvo de seus galanteios; mais de 200 freiras e donzelas foram violadas por esse papa!

Pio II, ano 1458, além de sedutor foi corrupto, ensinava os jovens a praticar atos obscenos. Logo depois surgiu o papa Inocêncio VIII, ano 1484-92, que teve 16 filhos com mulheres casadas!

O papa mais devasso foi Alexandre VI 1492-1503, teve filhos legítimos e foi amante da sua própria filha Lucrécia Bórgia; também foi amante da irmã de um Cardeal, que se tornou o papa seguinte, Pio III, ano 1503.

Quem for visitar o Vaticano hoje em dia, poderá dar uma olhada nos aposentos do Papa Alexandre VI em exposição, uma raridade! – Horresco reférens!...

O papa Leão X, anos 1518-21 era rico. Comprou sua posição na igreja! Com apenas 8 anos de idade já era Arcebispo e 13, Cardeal. Manteve uma corte licenciosa e com seus Cardeais praticava "Passatempos voluptuosos" em deslumbrantes palácios! – Foi esse papa que Lutero enfrentou!

Bispo de Orleans, referindo-se aos papas João II, Leão VIII e Bonifácio VII, chamou-os de "Monstros cheirando imundícias."

Papa Marcelo II, ano 1555, registrou em sua biografia: "Não sei como um papa poderá escapar do inferno!"(Vita del Marcelo, página 132)

Santo Ulrico, bispo de Augsburgo, contou que o papa Gregório VII, anos 1703-85, ordenara que se esvaziasse um aquário num convento de Monjas em Roma e encontraram 6.000 esqueletos de bebês! Diante desse horror, esse papa aboliu o Celibato, mas seus sucessores restabeleceram-no. – Noutro convento em Niuberg, Áustria, desenterraram 20 potes de barro com esqueletos de recém-nascidos!

Pio IV redigiu uma bula pedindo que todas "as mulheres violadas pelos padres apresentassem acusação; os casos foram tantos ‘só em Sevilla, Espanha, que suspenderam os processos! (Conv. De Mesa nr. DCCLXII e CHINIQUI, ex-padre).

Presentemente o Vaticano reembolsa despesas com pílulas anti-concepcionais de seus funcionários! (Estado de São Paulo, 23.03.83)

Nenhuma Igreja Evangélica qualificou a corrupção no Catolicismo em linguagem tão dura como fizeram ilustres e iminentes Católicos:

SÃO BERNARDO, doutor da igreja e canonizado, escreveu que em seus dias "O contágio pútrido havia se estendido pelo corpo da igreja; o mal era interno e não podia ser curado!"(Roma, a Igreja e o Anticristo, pág. 179)

PETRARCA, poeta da renascença, anos 1340-74, escreveu coisa semelhante na sua Epístola nr. XII: Igreja de Roma, Babilônia infernal que impestia o mundo inteiro; cárcere indecente...onde nada é sagrado, nenhum temor de Deus, habitação de gente que tem peitos de ferro, ânimo de pedra e vísceras de fogo!!!

"
DANTE na "Divina Comédia", supôs uma voz do céu lamentando a situação da Igreja Católica que dizia: "Oh! Nave minha, que carga ruim tu levas!"


25 – A Benção Papal

AS BENÇÃOS DIVINAS trazem êxito, solução de problemas, vitórias e proteção, mas as bençãos dos papas são suspeitas!

VEJA ALGUNS REGISTROS:

1. Papa abençoou Carlota de Bourbon quando voltou à Roma; antes dela sair do Vaticano enlouqueceu sem causa aparente.
2. Imperador Maximiliano, do México, foi abençoado pelo Papa e em Queretário foi fuzilado; e a Imperatriz do Brasil quebrou a perna, logo depois de uma benção Papal.
3. Exército Francês, recebeu em 1870 a benção do Papa, para ganhar uma grande batalha, mas foi completamente derrotado.
4. Príncipe Napoleão IV ao viajar para Zululândia também recebeu a benção Papal; de lá só voltou seu cadáver...
5. O Papa Bento XV deu solenemente sua benção ao Duque Francisco Fernando, da Áustria, então começaram seus problemas; não houve na Europa, soberano mais infeliz! – Foi um dos causadores da grande guerra e perdeu o trono!
6. arcebispo do Peru morreu 43 dias depois da benção do papa, com um cálice envenenado em Vierns Sanctos.
7. Os navios Santa Maria e América receberam a benção do papa; no primeiro viajava 11 freiras, ambos naufragaram com perda total (24-12-71).
8. Foi depois da famosa benção "Urbi et Orbi" que o Papado perdeu o domínio sobre Roma, foi a maior perda que o Catolicismo já sofreu!
9. No nosso 4º Centenário, o Brasil foi abençoado pelo papa; os bancos do Rio faliram, houve desempregos e até suicídios!
10. Em 1905 volta o Papa a nos dar sua benção, então tivemos pragas de gafanhotos e catástrofe do Aquidabã.
11. Campos Salles e sua família receberam uma benção do Papa que "valia para três gerações!". Em poucos dias seu irmão foi assassinado.
12. Afonso Penna também andou buscando a benção do Papa, o pobrezinho morreu logo depois...
13. Dr. Tancredo Neves, eleito presidente, foi a Roma e recebeu a benção do Papa; depois saindo de uma igreja em Minas Gerais disse: "Recebí a benção da Nossa Senhora, agora posso governar o Brasil."- A benção do Papa não ajudou, a imagem falhou e Tancredo não subiu a rampa do Palácio! – É preciso que as autoridades do nosso país dirijam suas preces ao Deus vivo, esquecendo a idolatria do Catolicismo Romano!

As bençãos dependem dos céus e só devem ser ministradas quando há autenticidade espiritual e isso não se consegue por governar uma grande religião ou por direitos canônicos!

O Papa João Paulo esteve no Brasil, afável e simpático, beijou nosso solo, conseguiu um feriado para a "Padroeira" e nos deu sua benção! A benção do papa de nada valeu, a imagem da padroeira cega, surda e muda não ajudou, o Fundo Monetário Internacional caiu sobre nós, a inflação galopou, a política entrou em descompasso e no alto escalão do governo enfermidades e enfartos atingiram vários ministros, inclusive o Presidente da República!

No Ceará a terra tremeu, no Amazonas houve naufrágios com mais de mil mortos, no nordeste secas nunca vistas e no sul as enchentes cobriram as cidades!

O Brasil não deve fomentar a idolatria, ela rouba a devoção que devemos a Deus, pois segundo as Escrituras Sagradas, "Deus não reparte Sua glória com as imagens de escultura" (Isaías 42:8)

Não se pode atribuir todos esses acontecimentos às bençãos dos papas, mas verifica-se que são inócuas; pensando bem, até que seria bom evitá-las, porque "Certas bençãos transformam-se em maldições!"(Malaquias 2:2)


26 – A Dedicatória e Sua Apreciação

Alguém dedicou-lhe esse estudo por preocupar-se com sua vida Cristã. Não desejou ofender ao cientificá-lo das origens do Cristianismo e das palavras de Cristo: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vai a Deus senão por mim!" João 14:6

Jesus deixou nas páginas da Bíblia um PLANO DE SALVAÇÃO que não vem de religiões ou Igrejas.

Esse plano divino pede-nos duas coisas:

1º - ARREPENDIMENTO

Arrependimento não é penitência, nem praticar ritos, mas sim mudança de atitude, evitando o que Deus desaprova.

Esse desejo de nova Vida o unirá a Cristãos sinceros que o orientarão.

2º - FÉ

A Fé para a Salvação é confiar em Cristo como único e suficiente Salvador. Essa confiança o livrará das preocupações com respeito à eternidade! Esqueça as estatuetas religiosas, os santos e Maria: foram humanos, são nossos irmãos e estão no céu, mas sem condição de nos ajudar. – Só Cristo salva!

A Igreja foi instituída para evangelizar, orientar e manter o povo de Deus unido, mas não para salvar! A Salvação vem de Deus e não desta ou daquela Igreja ou religião.

PLANO DE ARRENPEDIMENTO E FÉ é bíblico, não pode ser alterado nem receber agregados, mas foi o que aconteceu em sucessivos Concílios dos Papas a partir do século IV. – A Igreja tem sido manipulada, a Bíblia continua divina; devemos aferir o Catolicismo com as Escrituras Sagradas.


24 - A RAZÃO DESTE OPÚSCULO

Você tem uma alma, Cristo é a única esperança, entregue-se a Ele e ficará maravilhado com Sua acolhida!

Consiga uma Bíblia com seu padre ou pastor, comece a ler pelo Novo Testamento, isso alimentará sua fé de maneira surpreendente!

Se desejar orientação, procure uma igreja Evangélica. – Lembre-se de que bispos e padres estão confusos e apertados entre a Bíblia e o Catolicismo romano.Eles sabem do problema, mas são profissionais e nada podem prover para sua alma senão um suposto purgatório, criado com fins lucrativos, de onde as almas dificilmente são levadas para o Céu!

Procure na Bíblia as palavras do nosso Salvador que disse: "Quem crer em Mim tem a vida eterna!" e as palavras do apóstolo Paulo que diz: "Crê no Senhor Jesus e será salvo tu e tua casa."(João 3:36 e Atos 16:31) – Ponha fé nessas promessas!

Confesse a Deus em oração que você aceita Jesus Cristo como seu Salvador; você terá milhões de irmãos na fé, procure-os e forme-se numa Igreja!


27 – A Veracidade da Bíblia

Harmonia, sincronização, cumprimento de profecias, difusão e tradução já em mais de 1.800 línguas e dialetos, tudo isso faz crer na Inspiração das Sagradas Escrituras que têm Cristo como a pessoa central. "Elas testificam de mim" disse Ele, e diante de Deus expressou-se "Tua palavra é a verdade!" e sobre o mundo disse "Minhas palavras o julgarão!" (João 5:39, 17:17 e 12:48)

A Bíblia originou-se assim: O Velho Testamento conservado por Israel foi vertido do Hebraico para o Grego no ano 285 A.C. (Veja Rom. 3:2). – Está tão entrelaçado com o Novo Testamento que há neste 1.040 citações daquele.

Depois dos Apóstolos, as Igrejas e homens como Policarpo, bispo de Esmirna, anos 69-156, colecionaram suas cartas e Tertuliano, advogado cristão anos160-220, chamou os escritos apostólicos de NOVO TESTAMENTO (Testamento em grego = Concerto). Essa coleção foi anexada ao Velho Testamento e tivemos a Bíblia.

Eusébio, bispo de Cesarea, anos 264-340, recebeu do Imperador Constantino a encomenda de 50 Bíblias, o qual ofereceu: "três carruagens para trazê-las desde Cesarea."- São Jerônimo, ano 383, aprimorou a versão para o Latim e o Concílio de Cartago, ano 397, ratificou formalmente os 27 livros do Novo Testamento.

A Bíblia foi traduzida para os Saxões no ano 676 e vertida para o inglês em 1382. –Coube ao pregador João Ferreira de Almeida e ao padre Antonio P. de Figueiredo, nos darem a Bíblia completa em 1750 e 1790, respectivamente.

A divisão da Bíblia em capítulos e versículos devemos a Robert Stephens, ano 1551 que melhorou o trabalho do Cardeal Caro em 1236.

Em todos os tempos o catolicismo foi contrário à leitura e ao exame da Bíblia. Em 6 de outubro de 1536 o clero queimou vivo o cidadão inglês Tyndale por traduzir e distribuir Bíblias!

Foi o Papa Paulo III, anos 1534-39 (imoral, pois tinha vários filhos ilegítimos) que sancionou a inclusão na Bíblia de vários livros apócrifos, foram eles Tobias, Judithe, Sabedoria, I e II Macabeus, Ecleciástico e Baruque.(Apócrifo é espúrio, secreto, não inspirado e de procedência duvidosa).

Hoje acossado pelas Igrejas Cristãs, o Catolicismo está imprimindo Bíblias, excelente obra se não incluíssem os apócrifos e evitassem certas observações nas páginas, que as vezes torcem tendenciosamente o sentido dos textos.

Cristo disse: "Examinai as Escrituras!" — A leitura da Bíblia é alimento espiritual completo, dispensa breviários, terços, rosários, devoção às imagens, etc.


28 - Opiniões de Homens Célebres sobre a Bíblia

J.J.ROUSSEAU, filósofo francês: Eu confesso que a majestade da Bíblia me abisma e fala ao meu coração!

NAPOLEÃO BONAPARTE, ex-imperador: O Evangelho não é simplesmente um livro, é uma força viva!

GABRIELA MISTRAL, poetisa Chilena: Não sei como alguém pode viver sem a leitura das Escrituras Sagradas!

VICTOR HUGO, escritor francês: Há um livro que, desde a primeira letra até a última, é uma emanação divina, a Bíblia!

GIUSSEPE GARIBALDI, patriota italiano: Com a Bíblia alcançamos a liberdade, ela é o melhor aliado.

SARMIENTO, ex-presidente da Argentina: A leitura da Bíblia lançou os fundamentos da educação popular que mudou a face dos países que a possuem.

GOETHE, dramaturgo alemão: É a fé na Bíblia que me serve de guia.

ABRAÃO LINCOLN, estadista americano: Estou ultimamente ocupado em ler a Bíblia! Tirai tudo o que puderes deste livro pelo raciocínio e pela fé, vivereis e morrereis um homem melhor!

MOOD, orador sacro: Este livro me fará evitar o pecado ou o pecado me fará evitar este livre.


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Aparições de Espíritos

Aparições de Espíritos



De todas as manifestações espíritas, as mais interessantes são sem dúvidas aquelas pelas quais os Espíritos podem se tornar mais visíveis. Pela explicação desse fenômeno veremos que ele, como os outros, nada tem de sobrenatural. Damos inicialmente as respostas dos Espíritos a respeito do assunto.


Os Espíritos podem se tornar visíveis?


Sim, sobretudo durante o sono. Entretanto, certas pessoas os vêem também no estado de vigília, mas isso é mais raro.


Nota de Kardec: Enquanto o corpo repousa o Espírito se desprende dos laços materiais, fica mais livre e pode mais facilmente ver os outros Espíritos e entrar em comunicação com eles. O sonho é uma recordação desse estado. Quando não nos lembramos de nada, dizemos que não sonhamos, mas a alma não deixou de ver e de gozar da sua liberdade. Tratamos aqui mais particularmente das aparições no estado de vigília. Sobre o estado do Espírito durante o sono ver questão nº 409 de O Livro dos Espíritos.


Como podemos ver os Espíritos em estado de vigília?


Isso depende do organismo, da facilidade maior ou menor do fluido do vidente de se combinar como o do Espírito. Assim, não basta o espírito querer mostrar-se; é também necessário que a pessoa a quem se quer mostrar tenha a aptidão para vê-lo.


Essa faculdade pode desenvolver-se pelo exercício?


Pode, como todas as outras faculdades. Mas é daquelas cujo desenvolvimento natural é melhor do que o provocado, quando corremos o risco de superexcitar a imaginação. A visão geral e permanente dos espíritos é excepcional e não pertence às condições normais do homem.


Os que vêem os Espíritos o fazem com os olhos?


Eles pensam que sim, mas na realidade é a alma que vê. A prova é que podem vê-los de olhos fechados.


Todos são aptos a ver os Espíritos?


Durante o sono, todos. Mas não quando estão acordados. No sono, a alma vê diretamente; quando estais acordados ela sofre em maior ou menor grau a influência dos órgãos. Eis porque as condições não são as mesmas nos dois casos.


A visão dos Espíritos ocorre no estado normal ou somente durante o êxtase?


Pode ocorrer em condições perfeitamente normais; entretanto, as pessoas que os vêem estão quase sempre num estado especial, próximo do êxtase que lhes dá uma espécie de dupla vista. (Ver O Livro dos Espíritos, nº 447)


Como o Espírito pode tornar-se visível?


O princípio é o mesmo de todas as manifestações e está nas propriedades do perispírito, que pode sofrer diversas modificações, à vontade do Espírito.


O Espírito propriamente dito pode fazer-se visível ou só o faz com a ajuda do perispírito?


Na vossa situação material o Espírito só pode manifestar-se com a ajuda do seu invólucro semimaterial. É este o intermediário pelo qual eles agem sobre os vossos sentidos. Graças a esse invólucro é que eles aparecem algumas vezes com a forma humana ou outra qualquer, seja nos sonhos ou no estado de vigília, assim a plena luz como na obscuridade.


Poderíamos dizer que é pela condensação do fluido do perispírito que o Espírito se torna visível?


Condensação não é o termo. Trata-se apenas de uma comparação que pode ajudar a compreender o fenômeno, pois não há realmente uma condensação. Pela combinação dos fluidos produz-se no perispírito uma disposição especial, sem possibilidade de analogia para vós, e que o torna perceptível.


Pode-se provocar a aparição dos espíritos?


Pode-se algumas vezes, mas muito raramente. Ela é quase sempre espontânea. Para provocá-la é necessário que se possua uma faculdade especial.


Os Espíritos que se manifestam pela visão pertencem a uma determinada categoria?


Não; podem pertencer a todas as categorias, das mais elevadas às mais inferiores.


É permitido a todos os Espíritos manifestarem-se visivelmente?


Todos o podem, mas nem sempre tem a permissão nem o desejo de fazê-lo.


Com que fim os Espíritos se manifestam visivelmente?


Isso depende; segundo sua natureza, o fim pode ser bom ou mau.


Como pode ser permitido, quando o fim é mau?


É então para por à prova aqueles que os vêem. A intenção do Espírito pode ser má, mas o resultado pode ser bom.


Qual o objetivo dos Espíritos que se fazem ver com má intenção?


Assustar e muitas vezes vingar-se.


Qual o objetivo dos Espíritos que aparecem com boa intenção?


Consolar os que lamentam a sua partida; provar-lhes que continuam a existir e estão perto deles; dar conselhos e algumas vezes pedir assistência para si mesmos.


Que inconveniente haveria em ser permanente e geral a possibilidade de ver os Espíritos? Não seria essa uma forma de tirar a dúvida aos mais incrédulos?


Estando o homem constantemente cercado de Espíritos, o fato de vê-los sem cessar o perturbaria, constrangendo-o nas suas atividades, e lhe tiraria a iniciativa na maioria dos casos, enquanto, julgando-se só, pode agir com mais liberdade. Quanto aos incrédulos, dispõem de muitos meios para se convencerem, caso queiram aproveitá-los e se não estiverem cegos pelo orgulho. Sabes de pessoas que viram e nem por isso acreditam, pois dizem que se trata de ilusões. Não te inquietes por essa gente, de que Deus se encarrega.


Nota de Kardec: Haveria tanto inconveniente de estarmos sempre na presença dos Espíritos, como em vermos o ar que nos cerca ou as miríades de animais, microscópicos que pulam ao nosso redor. Do que devemos concluir que o que Deus faz é bem feito e que Ele sabe melhor do que nós o que nos convém.


Se a visão dos Espíritos tem inconvenientes, porque é permitida em alguns casos?


Para dar uma prova de que nem tudo morre com o corpo e de que a alma conserva a sua individualidade após a morte. Essa visão passageira é suficiente para dar a prova e atestar a presença dos amigos ao vosso lado, não tendo os inconvenientes da visão incessante.


Nos mundos mais adiantados que o nosso a visão dos Espíritos é mais frequente?


Quanto mais os homens se aproximam da natureza espiritual, mais facilmente entra em relação com os Espíritos. É a grosseria do vosso corpo que torna mais difícil e mais rara a percepção dos seres etéreos.


É racional assustar-se com a aparição de um Espírito?


Aquele que refletir a respeito há de compreender que um Espírito, seja qual for, é menos perigoso que um vivo. Os Espíritos, aliás, estão por toda parte e não tens a necessidade de vê-los para saber que podem estar ao teu lado. O Espírito que desejar prejudicar alguém pode fazê-lo sem ser visto, e até com mais segurança. Ele não é perigoso por ser Espírito, mas pela influência que pode exercer no pensamento do homem, desviando-o do bem e impelindo-o ao mal.


Nota de Kardec: As pessoas que tem medo da solidão e do escuro, raramente compreendem a causa do seu pavor. Elas não saberiam dizer do que tem medo, mas certamente deviam recear-se mais de encontrar homens do que Espíritos, porque um malfeitor é mais perigoso em vida do que após a morte. Uma senhora de nosso conhecimento teve uma noite, em seu quarto, uma aparição tão bem definida que acreditou estar na presença de alguém e sua primeira sensação foi de pavor. Certificando-se de que ali não havia nenhuma pessoa, disse a si mesma: 'Parece que se trata apenas de um Espírito; posso dormir tranquila'.


Aquele que vê um Espírito poderia conversar com ele?


Perfeitamente. E é justamente o que se deve fazer nesse caso, perguntando quem é o Espírito, o que deseja e o que se pode fazer por ele. Se o espírito for infeliz e sofredor, o testemunho de comiseração o aliviará. Se for um Espírito benévolo, pode acontecer que tenha a intenção de dar bons conselhos.


Como o Espírito poderia responder?


Às vezes falando, como uma pessoa viva; a maioria das vezes por uma transmissão de pensamentos.


Os Espíritos que aparecem com asas realmente as têm, ou essas asas são apenas uma aparência simbólica?


Os Espíritos não tem asas. Não precisam delas, pois podem transportar-se por toda parte como Espíritos. Aparecem dessa forma porque querem impressionar a pessoa a que se mostram. Uns aparecerão com suas roupas habituais, outros envolvidos em panos, alguns com asas, como atributo da categoria espiritual que representam.


Os Espíritos zombadores não poderiam tomar a aparência das pessoas que nos são caras e nos iludirem?


Tomam aparências fantasiosas para se divertirem a vossa custa, mas há coisas com as quais não lhes é permitido brincar.


Os Espíritos podem fazer-se visíveis com outra aparência, além da humana?


A forma humana é a sua forma normal. O Espírito pode variá-la na aparência, mas conservando sempre o tipo humano.


Os Espíritos poderiam se apresentar com a forma de animais?


Isto pode acontecer, mas são sempre Espírito inferiores os que tomam essas aparências. Mas seriam sempre, em todos os casos, aparências passageiras, pois seria absurdo acreditar que um animal pudesse ser a encarnação de um Espírito. Os animais são sempre animais e nada mais do que isso.


Por que certas visões são mais frequentes nas doenças?


Elas ocorrem igualmente no estado de perfeita saúde, mas na doença os laços materiais se afrouxam e a fraqueza do corpo deixa mais livre o Espírito, que entra mais facilmente em comunicação com outros Espíritos.


Por que as aparições se verificam mais à noite?


Pela mesma razão que vês as estrelas à noite e não em pleno dia. A claridade intensa pode ofuscar uma aparição delicada. Mas é errôneo supor que a noite tenha algo de especial para isso. Interpela todos os que as viram, e constatarás que a maioria ocorre de dia.


Nota de Kardec: Os fenômenos de aparição são muito mais frequentes e gerais do que se pensa, mas muitas pessoas não os revelam por medo do ridículo e outras os atribuem à ilusão. Se parecem mais abundantes em certos povos é porque esses conversam mais cuidadosamente as tradições verdadeiras ou falsas, quase ampliadas pelo fascínio do maravilhoso, a que se o aspecto das localidades se presta mais ou menos. A credulidade faz ver, então, efeitos sobrenaturais aos fenômenos mais vulgares; o silêncio da solidão, o escapamento dos caminhos, o rumorejar das florestas, o estrépito das tempestades, o eco das montanhas, a forma fantástica das nuvens, as sombras, as miragens, tudo enfim se presta à ilusão das imaginações simples e ingênuas, que propagam de boa fé aquilo que viram ou que acreditam ter visto. Mas ao lado da ficção há o real, que o estudo sério do Espiritismo consegue livrar dos acessórios ridículos da superstição.


Fonte: Livro dos Médiuns – Allan Kardec

(Cap 6 – Manifestações Visuais)